“Não podemos mais dar nenhum passo na nossa política pública sem que haja elementos e informações científicas nos subsidiando”, afirma Leandro Grass, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na abertura do evento on-line que lançou o Relatório da 1a Etapa da pesquisa “Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade”.
O primeiro produto gerado por esse estudo inédito já está disponível para consulta pública. O documento foi lançado na tarde da última quarta-feira (27), em transmissão ao vivo pelo canal do Iphan no YouTube. O evento reuniu especialistas e gestores culturais em uma mesa dedicada a apresentar os pressupostos teóricos e a revisão de literatura que fundamentam o estudo.
O Obec e o @iphangovbr realizam este projeto de pesquisa para identificar práticas de sustentabilidade econômica associadas a 12 bens culturais brasileiros reconhecidos internacionalmente, gerando dados e evidências capazes de subsidiar políticas públicas em diferentes esferas de governo, além de inspirar iniciativas da sociedade civil.
Uma aliança entre ciência e políticas culturais
A mesa de lançamento destacou a relevância da pesquisa como instrumento estratégico para fortalecer a política cultural brasileira. Além do presidente, outras pessoas do Iphan participaram da discussão, como Cejane Pacini, diretora do Departamento de Articulação, Fomento e Educação (DAFE/Iphan); e Clara Marques, Coordenadora-Geral de Fomento e Economia do Patrimônio (DAFE/Iphan).
Completaram a mesa a secretária de Economia Criativa (SEC/MinC), Cláudia Leitão; o sambador e coordenador financeiro da Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (Asseba), Alexnaldo dos Santos; e a coordenadora do Obec, pesquisadora e professora (UFRB/UFBA), Daniele Canedo.
Especialistas e gestores participantes da mesa ressaltaram que esse trabalho inaugura um esforço coletivo de produção de conhecimento voltado à economia do patrimônio cultural, reconhecendo o papel da ciência como parceira fundamental da cultura.
Próximos passos
O evento buscou trazer críticas, reflexões e contribuições para os próximos passos da pesquisa. As próximas etapas preveem a continuidade da coleta e análise de dados empíricos que irão detalhar as práticas de sustentabilidade econômica em bens culturais reconhecidos pela UNESCO, entre eles manifestações, celebrações e modos de fazer que integram o patrimônio imaterial brasileiro.
O Relatório da 2ª Etapa, previsto para dezembro de 2025, apresentará a análise de sete bens culturais. Em seguida, será lançado o Relatório da 3ª Etapa, que trará os resultados sobre outros cinco bens.
Além dos relatórios, estão previstas a publicação de uma cartilha sobre sustentabilidade econômica do patrimônio cultural e a realização de atividades formativas com agentes culturais e gestores.
O estudo reforça o compromisso do Iphan e do Obec com a produção de informações qualificadas para orientar investimentos, ampliar a transparência e fortalecer políticas culturais baseadas em evidências.
Para o presidente do Iphan, fazer política pública baseada em evidências é algo muito sério. “Principalmente quando se trata da política cultural e, dentro dela, a agenda específica do Patrimônio Cultural, em que a nossa incidência impacta e pode transformar a realidade das pessoas”, explica Leandro.
A íntegra do evento pode ser assistida no canal do Iphan no YouTube através do link: https://www.youtube.com/watch?v=8z59PKdsBUE
Para mais informações sobre a pesquisa, clique aqui.

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